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A CDL tem por finalidade promover a aproximação dos associados, de modo a estimular o companheirismo e a ética profissional, amparar, defender e orientar os interesses dos associados.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Com inflação elevada, renda média dos trabalhadores tem quinta queda consecutiva




Com a inflação em patamar elevado, a renda média dos trabalhadores teve a quinta queda consecutiva em julho, informou nesta quinta-feira o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O rendimento em julho ficou em R$ 1.848,40, 0,9% abaixo do registrado em junho.

"Há uma influência da inflação e da perda no poder de compra [dos trabalhadores] por outros motivos, como correções [menores] e reduções de salários", afirma Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial da inflação, acumula alta de 6,27% nos 12 meses encerrados em julho, próximo do teto da meta do governo (6,5%).

Já no confronto entre junho e o mesmo mês de 2012 houve elevação de 1,5%. Apesar de haver crescimento nesse caso, ainda assim o resultado foi considerado modesto por analistas.

"Este evidente enfraquecimento dos ganhos reais vem sendo observado desde dezembro de 2012", afirmaram em relatórios os especialistas da consultoria LCA.

SINAL DE MODERAÇÃO

Além de um rendimento menor, outra demonstração da perda de força do mercado de trabalho foi a mudança na taxa de desemprego na comparação anual.

Pela segunda vez consecutiva, a taxa ficou menor nesse tipo de confronto: em junho de 2013 foi de 5,6%, enquanto no mesmo mês de 2012 estava em 5,4%. Estatisticamente, o IBGE considera que, apesar da queda numérica, o resultado é estável.

Para a LCA, é "mais um sinal de moderação no mercado de trabalho".

O aumento ante o mesmo mês do ano anterior ocorreu em maio pela primeira vez desde outubro de 2009, interrompendo uma sequência de quase quatro anos de redução contínua do desemprego.

CAGED

Já na passagem de junho para julho, a taxa de desemprego caiu de 6% para 5,6%. A queda foi puxada especialmente pelo resultado de São Paulo --a taxa passou de 6,6% para 5,8%. Nessa região metropolitana, a população desocupada caiu 12,2% entre junho e julho.

Essa queda da taxa na comparação mensal mostra um descolamento entre a pesquisa do IBGE e a do Ministério do Trabalho. O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) mede quantos trabalhadores assalariados foram admitidos e quantos foram desligados, sendo que o saldo é o resultado de admissões menos demissões.

Ontem, o ministério divulgou que pela primeira vez desde 2003, o mês de julho registrou fechamento de vagas com carteira assinada nas regiões metropolitanas. O saldo ficou negativo em 11.058 postos nas nove regiões metropolitanas avaliadas.

Sobre as diferenças no resultado, o coordenador afirmou que "teoricamente as pesquisas tendem a se aproximar", mas isso não ocorre em todos os meses porque há diferenças nas metodologias e nas regiões pesquisadas.

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

O levantamento do IBGE é feito por meio de um levantamento amostral, por meio de entrevistas com a população, o que inclui trabalhadores formais e informais. Já o ministério utiliza dados informados pelas empresas apenas de registros formais.

Fonte: Folha.com


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Faturamento do comércio on-line cresce 24% no semestre




O faturamento do comércio virtual brasileiro cresceu 24% no primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 12,74 bilhões. Nos primeiros seis meses de 2012, o setor havia crescido 21%.

A empresa e-bit, responsável pela pesquisa, prevê que o setor tenha receita de R$ 28 bilhões neste ano, alta de 25% na comparação com 2012.

Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit, credita o resultado principalmente à chegada de novos consumidores virtuais. No primeiro semestre, 3,98 milhões de pessoas fizeram a primeira compra virtual.

Trata-se de uma adesão menor que a registrada no mesmo período do ano passado, quando 4,64 milhões de pessoas fizeram a nova compra, mas, de acordo com o executivo, isso indica amadurecimento do setor. "A entrada vai continuar crescendo, mas não a um ritmo tão forte", diz.

Hoje, a e-bit calcula que o comércio on-line represente de 3,5% a 4% do varejo como um todo. Nos Estados Unidos, esse índice é de 8%.

Na média, o brasileiro gastou R$ 359,49 em cada compra on-line, um aumento de 4% em relação a 2012.

ROUPA VIRTUAL

Pela primeira vez, a categoria moda e acessórios liderou o ranking das compras feitas pela web, sendo responsável por 13,7% dos pedidos no período --em 2007, esse grupo de pedidos ocupava apenas a 26ª posição.

"Nos últimos anos, tivemos investimentos muito fortes e estruturados no setor, com o nascimento de grandes lojas como Netshoes e Dafiti. E também nasceu um mercado novo, com blogueiras de moda e clubes de compra, que oferecem produtos a preços acessíveis", diz Guasti.

Em segundo lugar ficou a categoria eletrodomésticos (12,3%), seguida por cosméticos, perfumaria, cuidados pessoais e saúde (12,2%) e informática (9%).

Fonte: Folha.com


Não dá para entender estratégia tributária do governo, dizem especialistas




A política de desonerações feitas pelo governo federal parece não ter uma direção, afirmam os especialistas que participaram de um debate sobre reforma tributária realizado na noite de ontem pela Folha.

Para José Roberto Afonso, pesquisador da FGV (Fundação Getulio Vargas), Bernard Appy, diretor da consultoria LCA e ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda, e Joaquim Levy, diretor-superintendente da Bradesco Asset Management, guerra fiscal entre Estados também é um problema atual que precisa ser enfrentado.

O debate foi mediado por Valdo Cruz, repórter especial da Folha.

Os participantes se mostraram bastante críticos à atual política de desonerações do governo. "Não dá para saber qual é a estratégia do governo. Talvez eles saibam, mas não contaram para ninguém", disse Afonso.

Appy também criticou o movimento. "O governo gastou boa parte do espaço fiscal que tinha para desonerar a folha de pagamento. Seria melhor ter usado isso para viabilizar uma reforma do ICMS. Agora não temos mais espaço fiscal para eventuais perdas de arrecadação", disse.

"Eu preferiria ter reduzido a carga [da folha de pagamento] em dez anos de 20% para 10% de maneira geral do que ficar escolhendo setor. Do jeito que fizeram, você cria uma fila de gente pedindo. Empresas eficientes que criaram tecnologia são penalizadas, porque têm menos empregados."

Levy concordou. "Ao mudar a base da folha de pagamento para o faturamento, você precisa ficar ajustando a alíquota para cada setor, e pode até errar e acabar aumentando o custo de alguns. Em tributação, você não pode improvisar."

Fonte: Folha.com


Justiça proíbe Caixa de debitar empréstimo atrasado da conta do cliente




Decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) proíbe a Caixa Econômica Federal de debitar da conta corrente de clientes valores para compensar empréstimos ou financiamentos em atraso.

A ação foi movida pelo Ministério Público Federal e envolve uma cláusula incluída pela Caixa em contratos prevendo a retenção de valores dos clientes inadimplentes.

A proibição vale para contratos firmados com a Caixa, mas exclui empréstimos consignados de aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). De acordo com o TRF, esses clientes poderão ter os valores descontados em folha, até o limite de 30% do benefício previdenciário (o mesmo imposto pelo regulamento desses empréstimos).

Pela decisão, a Caixa terá que devolver, em dobro e corrigidos, os valores que reteve de clientes em contratos firmados nos últimos dez anos. A decisão vale para todo o país.

Caso descumpra a decisão, o banco será multado em R$ 20 mil por dia.

OUTRO LADO

Em nota, a Caixa afirma que o débito em conta questionado na decisão foi negociado com o cliente e amparou a contratação do empréstimo.

O banco informou que já recorreu e que aguarda a decisão final do Judiciário.

Fonte: Folha.com


terça-feira, 20 de agosto de 2013

MasterCard lança 1º cartão pré-pago para pagamento de salário




Com o objetivo de abocanhar mais de 50% dos brasileiros que ainda recebem seus salários em papel moeda, a MasterCard lançou, em parceria com a UNIK, o primeiro cartão pré-pago de salário do Brasil. O novo meio de pagamento promete mais segurança em comparação ao uso do dinheiro e cheque, e simplifica a gestão da folha de pagamento, além de reduzir custos para as empresas.

O cartão permite realizar compras e pagamentos em estabelecimentos que aceitam a bandeira MasterCard no Brasil, além de recarga de celular e saques em toda a rede Banco 24 Horas de caixas eletrônicos. Ele também oferece benefícios aos profissionais, como o programa "Remédio com Desconto", que dá descontos de até 60% na compra de medicamentos em seis mil farmácias de todo o Brasil.

O cartão ainda pretende atender às necessidades de pequenas, médias e grandes empresas. A UNIK oferece uma plataforma on-line de gerenciamento de contratação e operação dos pagamentos, permitindo redução no tempo e custo para a emissão de cheques, emissão de ordem de pagamentos, saques e transferências e pagamento de funcionários remotos, por exemplo.

No caso das grandes empresas, o novo cartão poderá atender a demanda de gestão de temporários e colaboradores de alta rotatividade. "Em mercados desenvolvidos como Estados Unidos e Europa, os cartões pré-pagos para pagamento de salários já são muito populares pelas vantagens oferecidas a empresas de todos os tamanhos e acredito que no Brasil o mesmo vai acontecer rapidamente. Com isso, esperamos superar a marca de 1 milhão de cartões salário emitidos", afirmou o presidente da UNIK, José Roberto Kracochansky.

Segundo o vice-presidente de novos negócios da MasterCard, Alexandre Magnani, o mercado brasileiro de cartões pré-pagos deve registrar um salto nos próximos anos e movimentar US$ 65 bilhões em 2017.

Fonte: InfoMoney

 


Criação de vagas com carteira assinada perde fôlego em julho, diz ministério




O Ministério do Trabalho informou que o número de novos empregos gerados com carteira de trabalho apresentou retração no mês de julho.

De acordo com o ministro da pasta, Manoel Dias, a avaliação mensal do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) indica que houve uma "perda de dinamismo" no mercado.

Os dados oficiais devem ser divulgados pelo ministério até esta quarta-feira (21).

HISTÓRICO

No mês de junho, o país criou 124 mil empregos com carteira assinada, crescimento de 3% frente ao registrado no mesmo mês do ano passado.

No acumulado do primeiro semestre, o saldo mostrou que o ritmo de geração de vagas vem caindo frente anos anteriores.

Foram 826 mil postos de trabalho até junho, o pior desempenho para o período desde 2009, quando o país ainda se recuperava dos efeitos da crise financeira mundial.

Diante do novo ritmo, a equipe técnica do ministério refez suas contas e baixou a meta de geração de postos de trabalho no ano de 1,7 milhão para 1,4 milhão.

DESEMPREGO MEDIDO PELO IBGE

Ainda no mês de junho, o IBGE revelou que a taxa de desemprego ficou em 6%. Para o instituto, o resultado foi "frustrante", pois, segundo explicou Cimar Azeredo Pereira, coordenador do IBGE, espera-se no mês de junho uma melhora de cenário, com abertura de vagas após a dispensa de temporários no começo do ano.

O dados de desemprego do IBGE mostram o volume de brasileiros desempregados, considerando tanto a atividade formal quanto a informal. Já os dados do Caged revelam apenas o movimento da criação de empregos formais, ou seja, aqueles com carteira assinada.

Fonte: Folha.com