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A CDL tem por finalidade promover a aproximação dos associados, de modo a estimular o companheirismo e a ética profissional, amparar, defender e orientar os interesses dos associados.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Desigualdade no Brasil diminuiu mais lentamente durante a crise, afirma Ipea


Com o desemprego resultante dos problemas enfrentados por muitas empresas no Brasil, devido à crise financeira internacional, o ano de 2009 registrou uma diminuição na queda da desigualdade, que vinha ocorrendo no País a um ritmo regular.




De acordo com o estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado nesta terça-feira (5) com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009, o Coeficiente de Gini (índice que mede a distribuição de renda) vinha caindo, em média, 0,72 ponto ao ano, entre 2005 e 2008. Já em 2009, o indicador caiu apenas 0,53 ponto. O Coeficiente de Gini varia entre 0 e 1, no qual zero é o país menos desigual e 1 significa o grau máximo de desigualdade.



“Essa redução não é preocupante nem indica o início de uma tendência de menor redução da desigualdade”, afirma o Ipea. “A redução do ritmo foi resultado apenas de um mercado de trabalho negativamente impactado pela crise financeira”, completou.

O Ipea ainda defende que as medidas de combate aos efeitos da crise, como o aumento do salário mínimo, “parecem ter mitigado os efeitos negativos do mercado de trabalho”.



Menos pobres

O estudo mostrou que o País enfrentou três períodos distintos na evolução da distribuição de renda. O primeiro, de 1995 a 2001, mostrou uma estabilidade, sem muitas mudanças na desigualdade e na renda média.



De 2001 a 2004, houve pouco crescimento geral – a renda cresceu apenas 3,6%. Porém, os 20% da população mais rica perderam renda, a população de renda intermediária teve ganhos também intermediários e o vigésimo da população mais pobre viu sua renda aumentar 64%.



“De 2005 a 2009, todos os vigésimos experimentaram fortes ganhos de renda. As pessoas na metade mais pobre foram as que tiveram maior crescimento na renda – entre 31% e 35%. Já a renda das pessoas na metade mais rica cresceu entre 13% e 30%, um bom aumento, mas bem menor que o dos mais pobres, o que caracteriza redistribuição de renda”, apontou o relatório.

Fonte: InfoMoney

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Mesmo com crédito e renda em alta, "boom" do consumo não deve se repetir



Mesmo diante da estabilidade econômica, os consumidores não devem embarcar em uma nova onda de consumo exagerado. Para o gerente de Indicadores de Mercado da Serasa Experian, Luiz Rabi, não deve ocorrer um novo “boom” do consumo.


“A maioria dos estímulos fiscais já foi extinta”, lembra o especialista. Rabi refere-se às reduções de IPI (Imposto sobre Produto Industrializados) concedidas pelo Governo no ano passado para estimular o consumo e garantir a estabilidade econômica diante da crise financeira internacional.

O resultado dos subsídios foi a corrida dos consumidores às lojas em busca de veículos, eletrodomésticos e materiais de construção com preços menores aos que vinham sendo praticados. Excluindo todo o efeito psicológico das medidas, para Rabi, elas fizeram com que o comércio registrasse aumentos excessivos nas vendas.

“Agora devemos observar um crescimento mais sustentável das vendas do comércio”, observa o especialista. Ele prevê que nos próximos meses o Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio não deve registrar aumentos acima dos 10%. “Claro que tem a questão do décimo terceiro salário, mas ele estimula as vendas de modo sazonal”, ressalta.

Crédito e renda

O especialista ainda lembra que de nada adiantariam as reduções de impostos não fossem também os aumentos da renda e da empregabilidade dos brasileiros. “O aumento da renda e do emprego também contribuíram para o aumento das vendas”, analisa. E devem ser fatores determinantes para manter o crescimento sustentável do comércio após o período de incentivos fiscais - que termina com o fim da redução de IPI para materiais de construção, em dezembro.

O orçamento familiar em dia também contribui para que os consumidores continuem comprando, mesmo sem o incentivo do IPI reduzido. Rabi explica que as taxas de inadimplência estão cada vez menores, o que também influencia o comércio a facilitar as condições para os consumidores. É um círculo virtuoso, no qual o aumento da renda e do emprego estimulam os brasileiros a pagarem suas dívidas. Com as contas em dia, os consumidores vão às compras.

O especialista acredita que o acesso ao crédito deve se manter em alta, mesmo diante de aumentos sucessivos na taxa de juros básica (Selic). “Como as taxas de inadimplência estão muito baixas e a concorrência entre os bancos privados e públicos para conceder crédito está cada vez maior, não deve haver repasse total dos aumentos da Selic para o consumidor”, explica.

Dessa forma, o consumidor continuará buscando crédito, fazendo o consumo continuar crescendo, em ritmo mais lento, mas sustentável.



Fonte: InfoMoney

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

TI: mercado brasileiro de infraestrutura deve crescer 7% em 2010, diz pesquisa


O mercado brasileiro de infraestrutura em TI (Tecnologia da Informação) deve apresentar crescimento de 7% este ano, segundo um levantamento realizado pela IDC Consultoria.


O mercado mundial de infraestrutura deve atingir a marca de US$ 773 bilhões, montante 2,7% superior ao faturado no ano anterior. Em geral, o setor de TI em todo o mundo deve movimentar mais de US$ 1,5 trilhão em 2010. Esse número representa crescimento de 5,8%, na comparação com o ano passado.

“Países mais maduros em aquisição de tecnologia, como Estados Unidos e Japão, irão apresentar taxas de crescimento menores do que as apresentadas por países emergentes. Dentro deste cenário, o Brasil ainda deve ter números medianos, quando comparados aos da Rússia e Índia”, explica o analista do mercado de infraestrutura da IDC Brasil, Alexandre Vargas.

TI e telecomunicações

No Brasil, os gastos em TI e Telecomunicações serão de R$ 32 bilhões e R$ 64 bilhões, respectivamente. Segundo Vargas, estes números serão incentivados pelos dispositivos móveis, com a previsão de alta 24,7% nos próximos anos, e pelos PCs, com um aumento de 8,6%. Os mercados de servidores e storage, juntos, correspondem a apenas 1,5% deste total.

Mercado em 2011

Em relação ao mercado em 2011, os dados apontam que as prioridades da área de TI de médias e grandes empresas estão relacionadas à implantação e a melhorias na área de governança.

De acordo com a consultoria, nos últimos anos, as empresas estavam focadas em consolidação e virtualização. Atualmente, as questões de automação e provisionamento estarão na pauta dos gestores de infraestrutura.

Vargas declara que quem trabalha em infraestrutura e não tem conhecimento em virtualização precisa se preocupar. “A implementação de soluções baseadas em Cloud Computing é importante para todas as organizações e já é uma realidade. Chegou a hora de avaliar quais ambientes e aplicações já podem ser migradas para a nuvem e, para isso, é necessária a ajuda de um fornecedor especializado”, diz.

O gerente de pesquisa da IDC, Reinaldo Roveri, acrescenta ainda que 40,3% das 330 médias e grandes empresas entrevistadas pela consultoria para um estudo sobre Computação nas Nuvens estudam o assunto. “Poucas ainda têm plano de investimento, mas esse cenário deve mudar em breve. Recomendamos que elas fiquem atentas à explosão dos aplicativos e às políticas de segurança”, orienta.

Fonte: InfoMoney

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Aumento de salários é risco para estabilidade da inflação, diz BC


O Banco Central (BC) alertou pela primeira vez que o forte desempenho do mercado de trabalho com baixo índice de desemprego, atualmente em 6,7%, tem elevado a pressão de diversas categoriais de trabalhadores por aumentos salariais com ganho real acima da inflação. Esse quadro, segundo o BC, representa um risco ao cenário econômico já que pode haver um aumento generalizado de preços nos próximos meses.


Segundo a autoridade monetária, o nível de emprego tem crescido de forma vigorosa, e atingiu a mais baixa taxa de desemprego desde o início da série histórica, em março de 2002. "O rendimento médio real, depois de oscilar ao longo de 2009, tem crescido desde o início do ano. O risco nessas situações é o de que o aquecimento no mercado de trabalho leve à concessão de aumentos nominais dos salários em níveis não compatíveis com o crescimento da produtividade, o que, em ambiente de demanda aquecida, tendem a ser repassados aos preços ao consumidor", cita o BC no Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira.

O presidente interino da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, já havia manifestado essa semana a preocupação com o avanço dos ganhos salariais, que neste ano registram índices de reajuste acima de 10% para várias categorias profissionais. "Como a inflação está em 4,5%, isso representa um ganho real de 5%."

Para o economista Homero de Azevedo Guizzo, da consultoria LCA, o Banco Central tem como meta manter a inflação sob controle e o baixo desemprego tem contribuído para pressionar a alta dos salários para níveis acima da capacidade de produção em alguns setores. “Desemprego baixo é saudável para a economia, mas o atual nível tem ampliado as pressões por aumentos. Em alguns casos, essa apreciação da remuneração pode ser repassado para os preços, estimular a inflação e alimentar uma nova pressão por aumentos de salários, tendo um impacto direto no avanço da inflação”, disse.

Ontem os sindicatos dos bancários em todo o País decidiram entrar em greve nacional por tempo indeterminado. A categoria reúne 470 mil bancários em todo o Brasil ligados a 130 sindicatos e pleiteiam 11% de reajuste, além de aumento na participação sobre os lucros, entre outras reivindicações.

O presidente da Força Sindical, Miguel Eduardo Torres, discorda da visão apresentada pelo Banco Central. Segundo ele, a questão dos aumentos salariais não representa risco para a economia e vai ajudar a manter o ritmo de crescimento do País. “A visão do BC é muito conservadora. O Brasil conseguiu atravessar a crise com resultados positivos porque houve entre outros aspectos, aumento do salário mínimo e recuperação do poder de compra em diversos setores. Houve expansão do consumo e pressão por aumento da produção beneficiando também os empresários”, disse o sindicalista.

Fonte: iG São Paulo

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Brasil 'não deve pagar o preço' por disputa cambial global, diz Meirelles


O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta terça-feira em Londres que o Brasil "não deve pagar" pela excessiva desvalorização de outras moedas, que acabam tornando o real mais forte no cenário internacional.


Nos últimos meses, vários países têm usado mecanismos de mercado para desvalorizar suas moedas. A moeda fraca torna os produtos mais baratos no mercado global, o que favorece as exportações e a balança comercial de cada país.

"O Brasil não deve pagar o preço por isso", disse Meirelles, que viajou à capital britânica para dar uma palestra sobre as perspectivas da economia brasileira, a convite da BB Securities. "Se nós não lidarmos com a excessiva desvalorização de moedas pelo mundo, o Brasil vai perder competitividade no mercado internacional."

Mantega

Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, havia dito que o mundo passa por uma guerra cambial internacional, com vários países forçando a desvalorização das suas moedas para tornar seus produtos competitivos no mercado internacional. Mantega citou os Estados Unidos, a União Europeia e a China no seu discurso.

Em conversa com jornalistas, Meirelles disse que prefere não usar adjetivos como o empregado por Mantega para descrever a disputa cambial entre os países, embora reconheça que o problema da desvalorização de várias moedas é "muito sério".

Por outro lado, o presidente do BC teve que falar sobre as declarações de Mantega a respeito da "guerra cambial internacional", que tiveram grande repercussão na imprensa internacional. Sem citar nomes, Meirelles fez uma distinção entre dois tipos de países com moedas fracas.

De um lado, segundo o presidente do BC, estão os países cujas moedas estão desvalorizadas naturalmente como consequência de suas políticas econômicas. Na outra ponta estão os países que estão tentando forçar suas moedas a se desvalorizarem, para aumentar a competitividade dos seus produtos. É este segundo grupo que estaria provocando maiores problemas na economia global, segundo ele.

Meirelles sugeriu que há duas soluções para lidar com o problema. "Cada país pode adotar suas próprias medidas para lidar com o problema. Ou ele deverá ser debatido pelo G20", disse, em referência ao grupo que reúne as vinte maiores economias do mundo.

Fonte: G1

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mantega prevê que indústria crescerá 10% este ano


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que a economia brasileira deve crescer pelo menos 7% este ano, resultado que deve contar com a colaboração de uma expansão substancial na produção industrial. A indústria de transformação no Brasil hoje responde por 17% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o ministro, o setor manufatureiro deve registrar um incremento de 10% neste ano ante 2009.


Mantega afirmou que a expansão da indústria conta com grande participação da ampliação dos investimentos de longo prazo, seja na aquisição de máquinas e equipamentos ou na expansão das fábricas. Ele acredita que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) deve avançar 20% em 2010.

Uma contrapartida da forte expansão do nível de atividade do Brasil é o incremento da rentabilidade registrada pelas empresas em geral, inclusive as multinacionais. De acordo com Mantega, as remessas de lucros e dividendos de companhias para o exterior devem alcançar US$ 36 bilhões neste ano. Esse valor, segundo ele, é equivalente a 75% do déficit de transações correntes que o País deve apresentar este ano que, de acordo com o ministro, deve atingir US$ 48 bilhões. Segundo o Banco Central, esse saldo negativo das contas externas deve atingir US$ 49 bilhões neste ano.

O ministro não manifestou preocupação com o avanço do déficit em transações correntes. Para muitos economistas, o aumento desse saldo negativo das contas externas está diretamente relacionado com a maior velocidade de expansão da economia brasileira, o que acaba requerendo mais das importações. Por outro lado, a lenta recuperação mundial não permite um avanço tão rápido das exportações.



Fonte: Agência Estado