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Atendimento telefônico gratuito pode se tornar obrigatório para as empresas
Por: Karla Santana Mamona
28/02/11 - 14h45
InfoMoney
SÃO PAULO – As empresas de grande e médio porte fornecedoras de bens e de serviços podem ser obrigadas a disponibilizar atendimento telefônico gratuito ao consumidor, caso um projeto de lei que tramita na Câmara seja aprovado.
A proposta, do deputado Weliton Prado (PT-MG), libera as MPEs (Micro e Pequenas Empresas) da obrigatoriedade.
De acordo com a matéria, o consumidor terá de ser informado do tempo estimado do atendimento. Além disso, as empresas terão de armazenar as ligações pelo prazo mínimo de 120 dias.
O projeto restringe ainda o atendimento automatizado – realizado exclusivamente por meio de gravações. Para o deputado, esse tipo de atendimento impõe perda de tempo e constrangimento aos usuários.
Atendimento gratuito
Ele acrescenta que, devido à privatização dos serviços de telecomunicações, em 1998, algumas empresas substituíram os telefones 0800 por linhas de número pagas. "O texto busca restabelecer o atendimento gratuito", disse, segundo a Agência Câmara.
A proposta prevê também que as empresas que descumprirem a obrigação estão sujeitas a sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, como multa, proibição de fabricação do produto e suspensão de fornecimento do produto ou serviço.
Fonte: InfoMoney
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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
EUA têm interesse em importar petróleo do Brasil, diz ministro
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse nesta quinta-feira, em Washington, que os Estados Unidos têm interesse em importar petróleo do Brasil no futuro.
“Foi mencionado, a título especulativo, que o Brasil pode se converter em um importante exportador de petróleo para os Estados Unidos no futuro, a partir de suas reservas do pré-sal”, disse Patriota, ao relatar reuniões que manteve com autoridades americanas durante sua visita de dois dias ao país.
O interesse americano no potencial energético brasileiro deverá ser um dos temas da visita do presidente Barack Obama ao Brasil, nos dias 19 e 20 de março.
Segundo fontes do Itamaraty, os americanos estão interessados em examinar oportunidades de investimento no setor de petróleo no Brasil, para garantir no futuro um suprimento adequado de combustíveis fósseis e reduzir sua dependência de fornecedores em regiões às vezes instáveis, como o Oriente Médio.
Em meio à atual crise política em diversos países árabes e muçulmanos produtores de petróleo, como a Líbia, os preços do barril atingiram nesta quinta-feira seu nível mais alto dos últimos dois anos.
Nos Estados Unidos, o barril do tipo leve chegou a ser negociado a US$ 103,41. Em Londres, o barril do tipo Brent alcançou US$ 119,79.
Visita
As oportunidades de investimento no setor de energia serão discutidas especialmente na passagem do presidente americano pelo Rio, sede da Petrobras, e também durante um fórum de presidentes de grandes empresas a ser realizado em Brasília durante a visita de Obama.
Esse fórum vai reunir 10 presidentes de grandes empresas brasileiras e 10 de empresas americanas. Além disso, diversos empresários viajarão na comitiva de Obama, e está prevista a realização de um outro ciclo de reuniões empresariais, mais amplo, durante a visita do presidente.
Segundo Patriota – que chegou a Washington na quarta-feira para dois dias de reuniões com autoridades em preparação à viagem de Obama – o presidente americano deverá fazer dois discursos, um no Rio e outro em Brasília.
“Haverá um discurso em Brasília para um público mais do setor privado, empresarial”, disse Patriota.
O teor do discurso em Brasília deverá mais voltado para o setor comercial e econômico. Sobre o pronunciamento no Rio ainda não há definição de detalhes.
Durante sua passagem por Washington, Patriota se reuniu com a secretária de Estado, Hillary Clinton, com o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, com o conselheiro de segurança nacional, Thomas Donilon, o assessor econômico do governo americano Michael Froman e o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.
Segundo o ministro, além da cooperação econômica e comercial, durante a visita de Obama também serão discutidas outras áreas de colaboração, como ciência e tecnologia, educação e energia limpa.
O ministro disse que os Estados Unidos têm interesse também em áreas de biocombustível, inclusive para aviação, além do intercâmbio de cientistas nesse setor.
Fonte: BBC Brasil
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Brasil registra geração de mais de 152 mil postos de trabalho em janeiro
O Brasil registrou a abertura de 152.091 empregos formais em janeiro deste ano. O resultado é o segundo melhor de acordo com a série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Os dados foram apresentados pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) nesta quinta-feira (24).
Na comparação com os meses de janeiro de outros anos, apenas 2010 teve resultado melhor. Apesar dos resultados positivos, quase 1,5 milhão de pessoas (1.498.281) foram desligadas de seus empregos. Como o volume de admissões chegou a 1.650.372, o saldo de empregos formais superou a marca de 150 mil.
No acumulado dos últimos 12 meses, verificou-se a criação de 2.107.619 postos de trabalho, o que equivale a aumento de 6,23% na comparação com o verificado na última pesquisa.
Segundo o Ministério do Trabalho, a totalidade de empregos formais, tomando como referência os dados da Rais (celetistas e servidores públicos federais, estaduais e municipais), no período de 2003 a dezembro de 2010, o País atingiu a marca de 15.079.054 postos.
Crescimento setorial
Na análise setorial, seis dos oito setores de atividades econômicas analisados registraram saldo positivo de emprego em janeiro deste ano. As exceções ficaram com os setores de administração pública (redução de 0,12% ou menos 1.402 postos) e comércio (redução de 0,23% ou menos 18.130 postos).
O setor de serviços aumentou em 73.321 o número de postos de trabalho (+0,51%), seguido pela indústria de transformação (+0,67), com mais 53.207 postos, e construção civil, com 33.358 postos (+1,31%).
Análise regional
Ainda segundo os dados do Caged, na análise por estado, destacam-se São Paulo (+54.346 vagas), Rio Grande do Sul (+17.232 postos), Santa Catarina (+16.889 postos) e Paraná (+14.954 postos).
Os estados que apresentaram reduções do volume de postos de trabalho foram Pernambuco (-5.957 vagas), Rio Grande do Norte (-2.243 vagas), Paraíba (-1.112 postos) e Maranhão (-1.060 postos). A razões apontadas são fatores sazonais ligados ao complexo agroindustrial.
Considerando as regiões, apenas o Nordeste não registrou crescimento no emprego em janeiro deste ano (teve decréscimo de 611 postos). O Sudeste lidera, com acréscimo de 71.095 postos, seguido do Sul, com 49.075 postos, Centro-Oeste, com 28.522 vagas (resultado recorde para o período) e Norte, com 3.890 postos.
Fonte: InfoMoney
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Informação que vicia
O uso cada vez maior de aparelhos como smartphone e iPhone atrelado à proliferação dos canais de comunicação à distância como MSN, skype e redes sociais, fez nascer um novo tipo de usuário: o infoholic, viciado em informação, que usa a tecnologia para manter-se conectado aos amigos ou ao mundo corporativo 24 horas por dia.
Atualmente, não é incomum ver alguém em um restaurante ou em uma loja com a atenção mais voltada ao seu celular do que ao mundo ao seu redor. E não é para menos. O mundo produz cerca de 1,5 bilhão de gigabytes de informação impressa ou audiovisual por ano, e estimase que já possua muito mais que 4 bilhões de páginas da internet. Estes dados justificam o crescente número de pessoas incapazes de se desconectar do universo virtual.
O diretor da Veus Technology, Marcelo Botelho, é um infoholic assumido. Ele trabalha em uma empresa que desenvolve plataformas para celular, especialmente na área da saúde, como o sistema que possibilita aos laboratórios enviarem laudos de exames ou confirmação de consultas por SMS. Na vida pessoal, o mundo digital também está bem presente. O executivo se comunica com a família por SMS, skype ou MSN toda vez que viaja a trabalho. Segundo ele, seu filho já é familiarizado com o computador desde pequeno, justamente pela necessidade de se comunicar com o pai durante suas viagens de negócios.
“Tenho três telefones celulares com diferentes funcionalidades e recursos: iPhone 3GS (iOS), Nokia N97 mini (Symbian) e Motorola Milestone (Android). Uso os celulares o tempo todo, para falar de tudo e sobre tudo, desde um pequeno lembrete a uma longa conversa, seja pessoal ou profissional. Porém, o Nokia é apenas para uso pessoal, enquanto os outros dois, para uso profissional. Uso nos celulares o FRING para acessar meu ramal digital da empresa, além do contato por MSN e aplicativos residentes para leitura/envio de e-mail”, conta Botelho.
O executivo admite que não consegue ficar um dia inteiro sem utilizar e-mail, SMS, MSN ou outro modo de comunicação virtual. “Sempre tenho um aparelho celular com cobertura ativa para receber, pelo menos, os SMS de monitoramento dos nossos serviços, que operam 24 horas por dia, todos os dias. O meu contato com o email tem diminuído de intensidade a cada dia, sendo substituído fortemente pelo SMS e por recursos do tipo MSN”, declara o executivo.
Outro que se define um infoholic é o publicitário e diretor da agência Rae,MP, é Marcelo Ponzoni. “O que seria da minha vida se não fosse o meu smartphone? Eu tento me policiar, mas é difícil viver sem meu celular multitarefa”, admite o executivo.
Logo pela manhã ele já acessa seus e-mails, suas mensagens, pedidos de aceitação no Linkedin, citações no Twitter, entre outras tarefas que envolvam o mundo virtual. “Posso fazer uma alusão que vida de publicitário é parecida com vida de corretor da bolsa de valores. Se ele ficar um só segundo sem suas várias telas de Home Broker, cotações ou notícias do mercado, a vida para. Nossa dinâmica diária é bem parecida. Se ficarmos uma hora sequer sem visualizar os emails, navegar pelas redes ou sem saber como anda a movimentação do segmento, estamos parados. O mercado exige atualização instantânea”, defende Ponzoni.
OUTRO LADO DA MOEDA
Entretanto, apesar da sua praticidade, a comunicação digital pode ser prejudicial aos relacionamentos pessoais e profissionais se não houver um equilíbrio entre mundo virtual e real. É preciso saber a hora de promover um encontro pessoal e não ficar somente por trás da tela do computador. “O contato por e-mail, por exemplo, é frio e permite uma série de fragilidades na comunicação. Eu mesmo, várias vezes, dei respostas rápidas por e-mail que me custaram problemas como má interpretação. Portanto, em determinadas situações, acredito que um e-mail ou SMS nunca substituirão o encontro pessoal”, defende Botelho.
Fonte: Gestão & Negócio
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Demanda de eletricidade no País crescerá 4,8% ao ano até 2020, aponta EPE
O consumo de energia elétrica no País deverá crescer a uma taxa média de 4,8% ao ano ao longo desta década. Com isso, a demanda passará de um patamar de 456,5 mil GWh (gigawatts-hora) em 2010, para 730,1 mil GWh em 2020, aponta a EPE (empresa de pesquisa energética).
O estudo da empresa de pesquisa considera que a economia brasileira crescerá ao ritmo de 5% ao ano até 2020. Assim, o acrescimento de volume de eletricidade no País, na faixa de 274 mil GWh, se coloca em patamar superior ao consumo atual de eletricidade atual do México, por exemplo.
Segundo o estudo, a maior parcela da demanda total de eletricidade será atendida por autoprodução, ou seja, indústrias que utilizam resíduos do processo produtivo como combustível, que é o caso da siderurgia, petroquímica e papel e celulose, por exemplo.
A perspectiva é de que tais segmentos cresçam a uma taxa média de 6,6% ao ano, atingindo 71 mil GWh em 2020, montante que corresponde a 10% do consumo total de energia registrado neste ano. Já o crescimento do consumo industrial total será de 4,8% ao ano, atingindo 354,7 mil GWh em 2020.
Eficiência
Ainda, as projeções mostram que a demanda de energia contará com ganhos de eficiência na faixa de 33,9 mil GWh em 2020. Esse ganho obtido com conservação de energia elétrica é superior ao atual consumo de eletricidade no Peru.
Fonte: InfoMoney
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Dilma anuncia criação de ministério e secretaria e fala em alavancar crescimento do NE
A presidente Dilma Roussef anunciou nesta segunda-feira (21), durante o Fórum dos Governadores do Nordeste em Aracaju (SE), a criação de um Ministério das Micro e Pequenas Empresas e de uma Secretaria Nacional de Irrigação. Ela garantiu investimentos de R$ 120,4 bilhões na região.
O futuro Ministério de Pequenas e Médias Empresas, segundo a presidente, será destinado para o estímulo ao empreendedorismo nordestino e terá uma política direta aos arranjos produtivos locais.
Ao falar sobre os investimentos na região, Dilma se irritou com a sua assessoria, que errou o nome de uma cidade nordestina. "Experiências de sucesso como é o caso das confecções em Botirama (BA).” O nome correto do município é Toritama e fica em Pernambuco.
"Eu falei para vocês que não era Botirama. Vocês vejam o que é uma ótima assessoria... eles acharam esse Botirama sabe aonde? na internet", disse.
PIB na região
A presidente afirmou ainda que criará condições para que a economia nordestina cresça a taxas superiores à do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O discurso de Dilma, na abertura do encontro, hoje (21), em Barra dos Coqueiros (SE), tentou acalmar os nove governadores da região, que se mostraram preocupados com corte de R$ 50 bilhões no Orçamento Geral da União, anunciado recentemente pelo governo.
“Nossos cortes preservam os investimentos integralmente”, afirmou a presidente. Entre os investimentos que não sofrerão cortes, ela citou o programa Minha Casa, Minha Vida, o Programa Emergencial de Financiamento (PEF) e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que inclui projetos de mobilidade urbana e obras para a Copa do Mundo de 2014.
A presidente ressaltou que resolver os problemas do Nordeste é uma questão estratégia para a política de erradicação da miséria, já anunciada como prioridade do governo.
“A pobreza no Brasil tem uma certidão de nascimento que privilegia, infelizmente, essa região do país”, disse a presidente, que também defendeu um foco maior das políticas pública na Região do Semiárido. “Não há uma solução para o Brasil sem uma solução para o Nordeste e não há uma solução para o Nordeste sem uma solução para o Semiárido”, disse.
Fonte: UOL Notícias
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